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Mostrando postagens de Maio, 2020

E nem sossegarei

  Nessa semana que passou finalmente conheci a Gabriela Prioli (nunca tinha visto só ouvido falar!) e a Rita Von Hunty. Personalidades diferentes, mas com um intelecto curioso e ávido por respostas. O que elas têm em comum? Além de professoras e com expertise em política, dentre outras coisas... O hábito da leitura.   A live da Gabriela Prioli para o perfil da digital influencer Silvia Braz ( Clica AQUI ) foi um espetáculo literário no qual não paro de pensar. A advogada durante a live deixou muito claro que a diversidade de estilos literários, autores, temas e áreas ajudaram em seu processo de construção intelectual. A prática da leitura para muitos ainda é vista como algo “chato e tedioso”. Por outro lado, pode ser também um hobby, só que não está acessível a todo mundo. A internet possibilita o acesso aos mais diversos livros em distintos formatos (audiobooks, .pdf, ebook, etc.) e idiomas e em qualquer parte do globo. Porém, em nosso país 45, 960 milhões de pessoas (25% da popul

A linha de frente oculta da ciência

  Todos os dias somos atualizados sobre a situação dos profissionais que estão na linha de frente que atendem os pacientes diagnosticados com COVID-19. E onde estão os outros profissionais? É possível fazer ciência mesmo com as atividades acadêmicas das universidades suspensa? A publicação da Portaria Nº639/2020 do Ministério da Saúde traz uma lista de profissões que são consideradas para a área da saúde (Art. 1º e   1º . Essa portaria revelou para a população a interprofissionalidade necessária para auxiliar na atenção terciária (hospitalar). A valorização de profissões que até então eram insistentes ou muito tímidas, ao ponto de passar despercebido, em alguns locais. Esses pesquisadores colocam em prática a ciência básica. Costumo dizer que a ciência básica-clínica são indissociáveis, uma não deve sobrepor a outra, devem andar juntas. Afinal, de que adianta diagnóstico sem tratamento: é necessário entender o mecanismo de ação dos fármacos, compreender a fisiopatologia, a epidemiolo

O protocolo paradoxal da mãe cientista

  Essa semana algumas mulheres se descobrem como mães, ou mesmo, desenvolverão novos protocolos para viver a maternidade. Não obstante essa semana é uma oportunidade para refletir os protocolos ultrapassados propostos às mães cientistas. Não é de hoje que constatamos o preconceito com as mulheres cientistas, ainda mais quando elas decidem conciliar com a maternidade. Sim, estamos no século XXI e esse preconceito está velado na cabeça de muitos pesquisadores. Mas afinal a maternidade reduz o poder cognitivo das mulheres? A resposta da ciência é controversa e condicionada a diversos fatores. Segundo Henry e Sherwin (2012) a memória de trabalho é comprometida durante a gravidez e no período do pós-parto decorrente dos níveis hormonais (glicocorticóides e estrógeno). Já há quem defenda que o déficit cognitivo que acontece durante a gravidez pode ser similar ao do pós-parto (Anderson e Rutherford, 2012). Contudo, outros pesquisadores afirmam que em mulheres, entre 2 e 6 meses após o parto